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Demonização De Crentes (Final) / Casos /

Para juntar-se ao testemunho bíblico e patrístico, transcrevo agora dois casos de demonização de crentes.

O Dr. Neil T. Anderson conta que recebeu uma carta de uma pessoa que lhe pedia ajuda. O teor da mesma é o seguinte:

“A cada vez em que tento falar com você, ou mesmo quando penso que devo falar com você, não consigo me abrir. Vozes dentro de mim gritam literalmente para mim: ‘Não’. A mesma coisa sucede quando tento falar com o meu pastor, ou quando meu pai tenta falar comigo a repsito de Deus. Penso que acabarei ficando louca, pelo que também nada falo a esse respeito com quem quer que seja. Meus antigos sentimentos de ‘que a vida não vale a pena o esforço’ voltaram, e tenho até mesmo considerado matar-me, para pôr fim a essa batalha terrível que ocorre dentro de minha mente.

Estou precisando de ajuda!

Agora mesmo, enquanto estou escrevendo, há uma horrenda luta dentro de mim. Como eu gostaria de escapar de tudo isso. Estou física e mentalmente exausta. Estou assustada. Estou solitária. Sinto-me confusa. Sinto-me insegura e muito desesperada. Lá no mais fundo de meu ser sei que Deus pode vencer isso, mas não consigo avançar além desse estágio. Nem ao menos posso orar. Quando tento fazê-lo, coisas começam a atravessar-se no meu caminho. Quando estou me sentindo melhor e começo a pôr em ação aquilo que sei que Deus quer que eu faça, alguma coisa me faz parar no meio do caminho, como se eu tivesse morta, por parte daquelas vozes e por parte de uma força tão poderosa que simplesmente não consigo continuar.”[1]

O Pr. Alcione Emerich[2], conta uma caso que envolveu a sua própria esposa.

“Assim que conheci Vírgina, que hoje é minha esposa, ela sempre me falava de suas constantes e fortes vontades de comes alimentos doces. Após escutar suas queixas e interrogações em ocasiões diversas, perguntei-lhe se já havia participado das festas de Cosme e Damião. Ela respondeu que sim:

Todos de minha família éramos espíritas antes de nos convertermos. Por isso participei bastante dessas festas, e lá comia de todos aqueles doces.

Apenas este comentário foi o suficiente para que eu a convencesse da importância de renunciar verbalmente a toda sua vinculação com aquelas entidades. E ela assim o fez, em oração juntamente comigo. Para minha surpresa, não demorou muito para que ela viesse até mim eufórica, dando-me seu testemunho:

Alcione, preciso anotar numa folha de papel o meu testemunho e o que ocorreu comigo depois que renunciei minhas ligações com as festas de Cosme e Damião. Foi tremendo! Antes, eu via um pedaço de bolo ou de pudim e me dava uma vontade louca de comer. Mas não era apenas comer um pedaço, pois minha fome por doce era insaciável (comia sem querer parar) e eu perguntava a mim mesma por que gostava tanto de coisas doces. Agora, é incrível, eu mal consigo colocar um pedaço de doce na boca e já me sinto empazinada! Estou admirada comigo mesma [...]

Virgínia me contou mais adiante ago que também me impressionou:

Antes quando eu ia à igreja, a primeira coisa que sentia ao entrar no templo era enjôo e uma forte dor de cabeça. Isso acontecia todas as vezes que eu ia à igreja. Então, assim que surgiam esses sintomas, simplesmente colocava uma bala na boca e a degustava. Sabe o que ocorria? Tanto a dor como o enjôo paravam imediatamente. Vinha já fazendo isso por anos, e passei até a achar que tivesse um problema de falta de açucar no sangue, por isso a necessidade de comer algo doce para com isso normalizar minha taxa de glicose.

Finalmente, minha esposa concluiu dizendo:

Agora, quando vou à igreja, não sinto mais dor de cabeça nem mesmo enjôo. Não tenho mais necessidade de chupar balas durante o culto para resolver esse mal-estar, pois nem mesmo o tenho mais. Estou plenamente liberta da compulsão para coisas doces.“[3]

São muitos os casos de demonização de crentes que conheço (também na prática). Acredito que esses dois episódios relatados acima são suficientes para demonstrar a realidade do que venho defendendo aqui. Sei que para os que são contrários ao ensino da demonização de crentes, é mais fácil afirmar que as pessoas que testemunham sobre a saída de demônios de suas vidas depois da conversão, não passam de crentes apenas confessos e não convertidos. Isso é lastimável, exatamente porque não passa de uma inverdade. Estão todos equivocados os que pensam dessa maneira. Mas…

Para concluir está série, gostaria de citar novamente o Dr. Murphy. Ele disse duas coisas seríssimas que devem ser levadas em conta:

Primeira

“Somente aqueles que não estão ativamente envolvidos em tal ministério é que advogam a opinião contrária.”

Segunda

“Também é importante que reconheçamos que o que está em pauta não é vencer em um debate teológico. Antes, está em foco a questão de ministrar a crentes aflitos, libertando-os de seus sofrimentos, causados pelos demônios que se apegam às suas vidas.”

Notas e Referências Bibliográficas:

[1] WAGNER, C. Peter, PENNOYER, Douglas. A Luta Contra os Anjos do Mal. São Paulo: Unilit, p. 144.
[2] É graduado em Teologia pelo Seminário Batista do Espírito Santo, graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Espírito Santo, tem formação em Psicoterapia pelo Instituto Kohler Psicologia, formação em Terapia Familiar Sistêmica (Indesp) e Pós Graduação em Filosofia e Existência (UCB). Ele também é autor dos livros Maldições: O que a Bíblia diz a respeito, publicado pela IFC-SP e Saindo do Cativeiro: Como ajudar pessoas a se libertarem das alianças do passado, publicado pela Danprewan Editora-RJ.
[3] EMERICH, Alcione. Físico, Psicológico ou Espiritual: Qual a origem do seu problema? Rio de Janeiro: Danprewan, pp. 118-119, 2004.

  1. David
    23/09/2009 às 2:49 am | #1

    Não tenho forças para traduzir, todavia concordo com o que foi dito. Oxalá Deus tenha misercórdia de mim, por adentrar em tantos mistérios.

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