Arrebatamento Pós-Tribulacionista: Uma Exegese De 2 Tessalonicenses 2:1-3
Por Pr. Zwinglio Rodrigues
O debate escatológico sobre se o arrebatamento da Igreja se dará antes, no meio ou depois da Grande Tribulação, tem rendido muita reflexão teológica por parte dos exegetas. Muitas linhas têm sido escritas e muitos discursos têm sido propalados, principalmente quando há uma polarização das teorias pré e pós-tribulacionistas.
Os proponentes das três teorias indicam possuir fundamentos escriturísticos para posicionarem-se como posicionam-se. Contudo, parece-me que nessa dialética, o argumento pós-tribulacionista é o que melhor calça-se, escrituristicamente falando. Evidentemente, não buscarei demonstrar isso aqui de maneira exaustiva. Porém, analisando mais detidamente 2 Tessalonicenses 2:1-3, desejo expor um indicativo cristalino da maior consistência que envolve a tese pós-tribulacionista.
Antes de procedermos a exegese do texto, faz-se necessário informar que a segunda epístola paulina endereçada aos crentes de Tessalônica teve como propósito aclarar questões concernentes à segunda vinda de Cristo. Como haviam alguns crentes que estavam distorcendo os ensinos sobre o assunto, transmitidos na primeira epístola, o apóstolo viu-se forçado a ajustar as coisas doutrinando-os pela instrumentalidade de uma nova epístola.
Russel Champlin supõe que alguns dos crentes daquela comunidade poderiam está afirmando que Cristo já teria retornado, ao passo que outros teimavam por enfatizar em demasia a sua iminência. Independente de quais erros escatológicos estivessem em circulação naquela comunidade, o fato é que aqueles crentes estavam sendo perturbados por uma confusão doutrinal que precisava ser corrigida.
No capítulo 2:1-3, Paulo inicia sua ação pedagógica com vistas a deixar claro que Cristo ainda não tinha vindo e que a Sua vinda deveria ser precedida por alguns eventos. Ele diz:“Irmãos, no que diz respeito a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos…” (v 1).
Nesse verso, encontramos o uso da palavra grega parousia que é traduzida por vinda, chegada. Rienecker e Rogers dizem que ela “era usada como um termo semi-técnico [...] para a aparição de um deus”[1].
Originalmente, parousia era uma palavra de uso secular que fora incorporada pela Igreja para, tecnicamente, indicar, no Novo Testamento, a Segunda Vinda de Cristo.
Indicando como um evento cocomitante à parousia, o teólogo de Tarso faz menção ao arrebatamento da Igreja ao usar a expressão “e à nossa reunião com ele”. No texto grego, encontramos o uso da palavra episunagoge que traduzida significa encontro, reunião, assembléia [2].
Observando o paralelismo de passagens, é possível notarmos que não há, nem por inferência, uma sugestão paulina de diferenciação entre o rapto da Igreja apresentado em 1 Tessalonicenses 4 e a parousia abordada no texto que ora analisamos. Ou seja, a idéia pré-tribulacionista de duas fases da Segunda Vinda de Cristo – a primeira para o arrebatamento e a segunda para o acerto de contas com as nações ímpias – parece não estar presente no pensamento paulino.
Paulo diz mais:
“[...] a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, que por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o dia do Senhor” (v 2).
Como já foi dito anteriormente, havia uma celeuma doutrinária no interior da comunidade quanto ao assunto em foco. Objetivando ordenar as coisas, o apóstolo é enfático no redirecionamento da maneira daqueles crentes pensar. Ele diz: “não vos demovais da vossa mente”. A palavra grega usada aqui é saleuo que significa abalar, mover-se para lá e para cá, titubear[3] e, mover, chacoalhar, perturbar[4].
O uso dessa palavra no texto indica-nos o estado presente da comunidade local e não a possibilidade dela vir a ficar assim. As coisas não iam bem ali. O estrago não era definitivo, mas era grande e, assaz ameaçador.
Chamando-os ao equilíbrio mental, com vistas à estabilidade subjetiva e congregacional, Paulo continua pondo a casa em ordem afirmando que dele nada procedera indicando que “tenha chegado o dia do Senhor”. Para alguns, o Senhor já tinha vindo e eles tinham ficado de fora do arrebatamento. A palavra chegado, no grego, é enesthken, o indicativo perfeito de enistemi que traz o sentido de estar presente, ter vindo [5]. Leon L. Morris também diz que “a palavra pode ser traduzida por está agora presente”[6].
Isso é o que se imaginava. Esse era o ambiente local.
No processo de ir sedimentando a paz e a correção doutrinal, o apóstolo fala de dois eventos que necessariamente hão de anteceder a parousia e que, obviamente, na compreensão escatológica dele, ainda não tinham ocorrido. Ele diz:“Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição” (v 3).
Não há dúvidas que para Paulo, o Segundo Advento de Cristo não se dará sem ser precedido pela apostasia e pela revelação do homem da iniqüidade (o Anticristo). Em Mateus 24:12, 15, encontramos também esse ensino declarado.
A palavra apostasia, segundo Ernest Best, I. Howard Marshall, e A. L. Moore[7] significa, no grego, queda, caída, rebelião, revolta.
A apostasia descrita aqui e em Mateus 24:12 indicada pela expressão “o amor se esfriará de quase todos”, refere-se a um acontecimento do tempo do fim e, portanto, jamais visto (1Tm 4:1-2; 2Tm 3:1-5). Suas características serão a universalidade (dentro e fora da Igreja), a intensificação da iniqüidade e uma profunda e radical malignidade.
Alguns intérpretes pré-tribulacionistas têm sugerido que a palavra apostasia aponta para uma saída da Igreja do mundo via arrebatamento. É evidente que essa compreensão é estranha ao uso comum de tal vocábulo no Novo Testamento.
Posterior à apostasia daqueles dias, há ainda, precedendo o retorno do Messias, um outro evento por acontecer: trata-se da manifestação do Anticristo.
Paulo usa dois hebraísmos para descrever o caráter desse homem: homem da iniqüidade e filho da perdição. A palavra usada no grego para iniqüidade é anomia que “descreve a condição de quem vive de modo contrário à lei”[8]. Já o vocábulo grego usado para perdição é apoleia que indica “aquele que está destinado a ser destruído” [9]. Ele é denominado filho da perdição por causa desse seu destino de ruína, mas, também, não foge a uma boa interpretação, compreendermos, mesmo que secundariamente, que ele levará muitos consigo ao fim que o aguarda. Ambas designações demonstram que o espírito no qual o Anticristo atuará é “segundo a eficácia de satanás” (v 9).
O contexto escatológico no qual o “abominável da desolação” (Mt 24:15) iniciará a implementação do seu reinado terrenal é o da Grande Tribulação (ambos estão entranhavelmente conectados). É nesse período que ele levantará uma perseguição contra os santos (a Igreja) do Senhor jamais experimentada (Ap 7:9, 11:7, 13:7, 10, 14:12, 15:3, 16:6, 17:6, 18:24).
Paulo, nos versículos 6 e 7, fala de um ”restringidor” que impede a revelação do Anticristo. Quem ou o que seria esse restringidor é razão de uma disputa grande entre os intérpretes. Para os teóricos do pré-tribulacionismo, é a presença do Espírito Santo na vida da Igreja que não permite que o homem da iniqüidade se manifeste. Com o arrebatamento da Igreja, o Espírito Santo seria removido e isso daria ao Anticristo, a oportunidade de se mostrar ao mundo e iniciar o seu reinado de ilegalidades. Henry Clarence Thiessen, um pré-tribulacionista, referindo-se a Scofield, Grant, Lincoln, Gray e Ottman[10], diz que estes também “afirmam que o que detém é o Espírito Santo, e que ele será afastado quando Cristo voltar para os Seus.”
Para Russel Shedd porém,
“Não existe apoio no Novo Testamento para esta sugestão. Parece até insustentável à luz duma comparação entre duas afirmações nas Epístolas aos Tessalonicenses. A primeira indica que haverá crentes até a chegada do Senhor na parousia. Paulo inclui a si mesmo entre os salvos que esperam a vinda de Cristo: “nós os vivos, os que ficarmos até a vinda (parousia) do Senhor” (1Ts 4;15), com 2Ts 2:8 que diz que o iníquo “será destruído pela manifestação da sua (Cristo) vinda (parousia)”. Nós, os vivos, (membros da Igreja na terra), ficaremos até o Anticristo ser afastado do poder [...]“[11].
Champlin esboça a seguinte compreensão sobre a possibilidade desse restringidor ser o Espírito Santo:
“Devemos também meditar na possibilidade que ainda que o Espírito Santo seja aludido, poderia ele remover o poder restringidor do Anticristo, sem que isso significasse que ele teria de deixar sozinha a Igreja de Cristo; e esta poderia ser protegida das perseguições até àquele ponto escolhido pela soberana vontade divina”[12].
Diante do raciocínio de Shedd, que descansa em um paralelismo bíblico livre de suspeições interpretativas, fica difícil, senão impossível, sustentar a opinião pré-tribulacionista. No caso de Champlin, mesmo admitindo a possibilidade desse restringidor ser o Espírito Santo, ele não trabalha com o raciocínio pré-tribulacionista que intenta remover a Igreja do tempo da Grande Tribulação.
Um outro problema da maneira da doutrina pré-tribulacionista conceber a parousia de Cristo, é que ela implica na invenção de dois estágios da segunda vinda de Cristo: o primeiro, nos ares, para arrebatar a Igreja e o segundo à terra para trazer juízo. Sobre esse assunto, Berkhof diz:
“Felizmente, alguns premilenistas não concordam com esta doutrina de uma dupla Segunda Vinda de Cristo, e se referem a ela dizendo que é uma novidade sem fundamento”[13].
Seguindo à mesma linha de raciocínio, Grudem diz:
“O Novo Testamento não parece justificar a idéia de duas voltas distintas de Cristo [...] Mais uma vez, tal posição não é ensinada de maneira explícita em nenhuma passagem, sendo uma simples inferência baseada em diferenças entre várias passagens que descrevem a volta de Cristo a partir de perspectivas distintas.”[14]
Bom, voltando à questão do restringidor, o que se pode dizer com segurança é que ele poder ser o Espírito Santo, mas não como “aquele” (v 7 – o gênero é masculino no grego) que sairá da terra com a Igreja em um evento que fraciona a parousia de maneira indevida com implicações antibíblicas.
Concluindo, penso que foi possível deixar claro que o texto de 2 Tessalonicense 2:1-3 nos informa que a nossa reunião com Cristo (arrebatamento) não se dará sem que a apostasia e o surgimento do homem da iniqüidade aconteçam. Também vimos que o período em que o Anticristo será conhecido chama-se de Grande Tribulação. Na junção desses tópicos escatológicos, compreendemos que 2 Tessalonicenses 2:1-3 é uma referência objetiva que favorece a teoria pós-tribulacionista. Optar pelo pré-tribulacionismo, é optar por ser contrário a essa Escritura e as que se seguem: Mt 24:22; Lc 21:36; 1Tm 4:1-3; 2Tm 3:1-5; Ap 7:14. Todavia, penso ser necessário, a despeito do posicionamento defendido aqui, que o debate e os estudos sobre a temática deva continuar.
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[1] RIENECKER, Fritz, ROGER, Cleon: Chave Lingüística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 442.
[2] idem, p. 450.
[3] CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo. São Paulo: Millenium, vol. 5, 1985 p. 239.
[4] Walter Bauer, W.F. Arndt, Dnker e Zabatiero Gingrich em Rienecker e Rogers, p. 450.
[5] Champlin, p. 240.
[6] em Rienecker e Rogers, p. 450.
[7] idem.
[8] George Milligan, idem.
[9] A. L. Moore e Ernest Best, idem.
[10] THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. São Paulo: Regular, 2000, p. 330.
[11] SHEDD, Russel P. A Escatologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1991.
[12] Champlin, p. 246.
[13] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 642.
[14] GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 969
Gostei Zwinglio, discordamos em muitos pontos mas neste estamos do mesmo lado.
Vamos esperar o Adriano deixar de ser verde.
Fica na Paz.
Ednaldo
o pre tribulacionismo e a teologia da prosperidade são gemeos siameses,pois ambas as posições teologicas não tem fundamento historico e muito menos biblico.parabens a qualquer um que combater tais heresias.
Últimos Tempos.
Para a maioria de nós, foi ensinado que devemos buscar nas sagradas letras uma visão atualizada dos últimos tempos; assim, tendemos a pensar que estamos inseridos nele.
Quão custoso é para o crente atual observar a insipiência e o seu distanciamento do ensino dos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
De uma forma pertinaz, buscamos atualmente nos acontecimentos seculares e/ou religiosos uma reinterpretação daquilo que já foi interpretado e ensinado pelos seguidores do Cristo de Deus, e, então, produzimos uma “teoloucologiaescatologicomania”, que tem seus fundamentos nos porões dos pensamentos contemporâneos repletos de sofismas.
Intuir; perceber; deduzir; pressentir; presumir ou pressupor os últimos tempos em nossos dias, nada mais é que preterir,desprezar; omitir; deixar de lado o claro ensino apostólico da Igreja do Senhor Jesus.
Esse revisionismo insano e ocidentalizado, pré/pró/ultramoderno do olhar míope do cristianismo forjado a sonhos e visões sensacionalistas nos roubou a sensatez de crer tão somente nas escrituras. Nossa fé tem por fundamento os profetas e os apóstolos em seus ensinos (Efésios 2:20), deixamos de lado essa vocação e nos agarramos na padronização dos interpretes de nosso ocidente acidentado pela confusão quanto ao querer saber e responder coisas tais como:
1º – Quem é o Anticristo?
2º – Quem é a besta?
3º – Quem é a outra besta?
4º – Quem é o falso profeta?
5º – Quem é o profeta falso?
6º – Quem é o homem da iniqüidade?
Quem é… Quem é… Quem é…???
As respostas infestadas de ocidentalização risível vêm logo, acompanhada de um extremado desconhecimento dos ensinos apostólicos, veja-se:
a – É Hitler;
b – É Kennedy;
c – É Bill Gates;
d – É Saddam Hussein. etc, etc, etc, etc, etc.
e – É a televisão;
f – É o computador;
g – É a internet (www);
h – É a… É a… É a… É a…
Essas são algumas bestas entre centenas de outras bestas, e essa bestiagem toda não tem fim. Vivemos a bestificação da verdade. Todavia, é extremamente significativa a afirmação do apóstolo João em sua primeira epístola cap. 2:18, quando ele diz aos seus contemporâneos: Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. A “escatoloucologia” de nossos dias não quer olhar e entender os dias dos apóstolos com suas afirmações claras e objetivas, nada latentes, ou dissimuladas. Um pouquinho de bom senso, e uma pitadinha de enobrecimento por parte da cristandade atual irá tornar preclaro o prefalado tópico. Veja-se: Primeiro, temos que encontrar nos escritos dos apóstolos do Cristo a definição bíblica de anticristo, anticristos, besta, bestas, prostituta, falso profeta etc, etc. O “Anticristo” só aparece nas epístolas de João (1Jo 2:18,22; 4:3 e 2Jo.7). O que é ensinado aqui é tudo que temos no NT sobre o Anticristo. Sinceramente, o que João ensina é completamente diferente da representação atual do Anticristo, veja-se: João diz que qualquer um “que nega que Jesus é o Cristo é um anticristo (1Jo 2:22). Qualquer um que nega o Pai e o Filho, também é um anticristo (1Jo2:22,23). Qualquer um e/ou todo espírito que não confessa a Jesus, também o é (1Jo.4:3). Aqueles que não confessam Jesus Cristo vindo em carne; é o enganador e o anticristo (2Jo.7) Não há aqui nada que se relacione com o mercado especulativo da bolsa de valores teológica de nossos dias, até pelo fato de João ter para si e para os seus conterrâneos que viviam já a última hora e, que tais fatos lá acontecidos os faziam conhecer que já estavam vivendo a última hora. Ora pipocas!! se a última hora era aquela, como queremos que seja essa nossa era moderna, ou melhor falando, pós-moderna. Com relação aos tempos o apóstolo Paulo, também, foi bem claro: Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso (dele e dos seus leitores), para quem já são chegados os fins dos séculos (ou fim dos tempos) 1ª Co.10:11. O escritor da carta aos Hebreus diz: De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas,AGORA, NA CONSUMAÇÃO dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo (Hb.9:26). A afirmação de Pedro, que segue o mesmo pensamento diz: E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração (1Pe.4:7). Será que esses homens estavam tão enganados a ponto de criar falsas expectativas aos servos de Cristo em seus dias? Ou, não será as expectações criadas hoje um delírio deletério. O próprio Senhor Jesus Cristo afirmou por várias vezes aos seus discípulos tal evento, veja: Ele falou para àqueles apóstolos, não para nós nos dias atuais. Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis (eles!!) de percorrer as cidades de Israel até que venha o filho do homem Mt.10:23 e repetiu tal mensagem várias e de variadas formas, veja: Pois o filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo, alguns dos que AQUI estão não provarão a morte até que vejam, vir o filho do homem no seu reino – Mt. 16: 27, 28. A escatoloucologia moderna ensina que isso se explica pelo cap. Seguinte, ou seja: Seis dias depois Jesus se transfigurou diante deles. Atualmente, torna-se claro e notório que não queremos entender, que essa explicação é por si mesma impossível, veja: alguns dos que aqui estão não provarão a morte (não iriam morrer) até que vissem vir o Filho do homem no seu reino…será que tem algum apóstolo vivo por ai esperando ver e a gente não sabe? Ou será que entre aqueles seis dias alguns deles morreram. Viu? Não tem lógica..não há fundamentos, todavia o apóstolo Pedro entendeu direitinho, dê uma olhada na conversa particular dele com Jesus no evangelho de João cap. 21:18-22 – vou transcrever do 20 ao 22. Pedro, voltando-se, viu que o seguia o discípulo a quem Jesus amava (João), e que na ceia se reclinara sobre o seu peito, e dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo-o Pedro, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Segue-me. Em outras palavras: Pedro na sua juventude você fazia o que queria, todavia, na tua velhice tu vais negar a ti mesmo, vais ser morto, tua morte será para a glória do meu pai, todavia, João vai permanecer vivo até que eu venha, e nesse caso Pedro você não interfere. Meu prezado, criamos um monstro chamado industria dos últimos dias, todos estão ensinando que Jesus está voltando, estamos na ultima hora etc, etc, e, contraditoriamente aos ensinamentos do Cristo corre-se desesperadamente em busca do lucro ($) que o mercado da vinda de Jesus, do anticristo, das bestas, do fim do mundo proporciona, e, deixa-se de lado o claro ensino do Senhor, está parecendo os dias de Jeremias – leia com atenção Jr.5:20-31, e o fim aqui não é o fim do mundo, “por favor””!!!
Babi, paz!
Muito obrigado por ter passado por aqui e por ter comentado sobre essa postagem…
Veja bem:
A amiga usa o peculiar “palavrão “teoloucologiaescatologicomania” para contestar minha perspectiva teológica… achei criativa… você disse muitas coisas… as quais não dá para responder aqui… há muitas referências bíblicas descontextualizadas… há muita má compreensão, por exemplo, sobre ANTICRISTOS e o ANTICRISTO… mas quero te responder, por tudo que você disse, afirmando que você se sustenta em uma “teoloucologiaeisegética” -rsrsrs- para afirmar o que afirmas…
Abraços e volte sempre!!!
Quais referências bíblicas estão descontextualizadas? Creio, sinceramente, que a descontextualização está na forma moderna, ou pós e/ou ultra moderna de ministrar os ensinos das escrituras; veja: Amados, não creias em todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus, porque já (na época de João) muitos falsos profetas têm surgido no mundo. Nisto conheceis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a jesus não é de Deus. Este é o espírito do anticristo, DO QUAL ( O ANTICRISTO) já ouvistes, (quem ouviu!! Nós ou eles?) que há de vir, E AGORA JÁ ESTÁ NO MUNDO 1ª João 4 :1-3 – Nada pode ser mais claro que isso.
Babi, paz!!
O que está no mundo é o “espírito” e não o ANTICRISTO… devemos entender o que vem a ser a palavra “espírito” nesse contexto…
Ela não se refere a nenhuma PESSOA em particular… pois a carta de João é para contrapor-se a um sistema maligno religioso que ameaçava a Igreja… esse sistema é o gnosticismo…
João combatia na verdade os mestres gnósticos… ao usar a expressão “espírito do anticristo”, ele usa mais um termo duro contra tais falsos mestres… outras palavras duras são:
* mentirosos – 2:22
* homens que negam tanto o Pai como o Filho – 2:23
A palavra “espírito” pode aponta para os demônios que influnciavam aqueles mestres gnósticos…
Se o ANTICRISTO de Apocalipse 13:1-10 já estava atuando quando João escreveu essa epístola, quem era ele?!!
…
Quando eu digo que sua argumentação está descontextualizada… eu estou me referindo ao desprezo ao claro ensino do VT e do NT a respeito de um sujeito escatológico chamado de ANTICRISTO que será a epítome do mal na terra… nele, satanás entrará como entrou em Judas… todos que na história foram considerados ANTICRISTOS não se comparam ao ANTICRISTO escatológico… por isso ele é chamdo de “abominável da desolação”; “filho da perdição”; “homem da iniquidade”; “o iníquo”…
Abraços!!!
É claro que no prefalado contexto o termo “espírito” não particulariza uma pessoa..lógico! Claro!! Todavia, vejamos: O evangelho de João é o perfeito desmonte do pensamento gnóstico que já se manifestava no seio da igreja judaica (igreja primitiva). No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus……….E o Verbo se fez carne e habitou entre nós,…Oras, quer melhor tapa na cara do pensamento gnóstico? Impossível!!
A apostasia na igreja primitiva não é mostrada aos cristãos atuais, porquanto se futurizou tudo, contudo, as cartas apóstolicas surgiram para fazer frente áqueles absurdosjá latentes no 1° seculo da era cristã.
O cap. 15 de Atos fala-nos dá questão dos rituais mosaicos que buscavam quarida entre os primeiros crentes e, de igual modo os gálatas são chamados de apóstatas da fé, porquanto depressa abandonaram a graça manifestada no evangelho de Cristo, para o evangelho dos homens Cap. 1º dessa epístola, até Pedro e Barnabé foram levados pelo falso evangelho dos seus dias, Cap.2. Paulo quando escreve aos crentes de Roma, advertiu-os quanto ao mesmo fato, rogando, inclusive, que eles notassem os que promoviam tais coisas Rm.16: 17, e, lhes garantindo que: E o Deus de paz esmagará em BREVE ( não 2000 ou 3000 anos depois) Satanás debaixo dos vossos pés. Isso foi escrito para os leitores daquela carta, não para nós. Aos Coríntios pode-se dispensar comentários, haja vista ,que entre eles havia de tudo… até o que hoje tanto nos incomoda.. falsos apóstolos 2ª Co. 11:1-33. Aos Éfesios há uma confirmação do evangelho da graça de Deus a favor dos seus. Porque pela graçasois salvos, por meio da fé; e isso não é a vontade do homem; mas uma dádiva divina (dom de Deus) Ef.2:8. Vamos dispensar comentários sobre Filipenses e Colossenses, porquanto temos nessas cartas, principalmente colossenses, várias advertências contra falsas doutrinas. Aos Tessalonicenses voc~e já falou bastante, contudo, quero chamar sua atenção para ums fatos. Primeiro: É dito claramente por Paulo no Cap. 1 – que a fé daqueles crentes aumentava muitíssimo, e o amor de uns para com os outros da mesma forma crescia, de maneira que eram motivo de alegria para Paulo, Silas e Timóteo, por causa da paciência, que na verdade é o resultado das aflições vide Romanos 5 e, Tiago 1:2-4. Paulo ensinava que todo aquele sofrimento era uma maneira óbvia do justo juízo de Deus, para que aqueles irmãos fossem havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual eles estavam presentemente padecendo, etc, etc, bom!!! é dito a eles; e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder..ss. Esses crentes sabiam muito bem o que estavam passando, não havia shows gospel, para a galera evangélica da época, mas a morte os perseguia, quer por Judeus, quer por gentios, sim.. mil vêzes sim!!! eles sabiam: E, agora, (não no futuro) vós sabeis o que o detém. Meu prezado, sou frágil para a palavra escrita, ou seja: Não sei escrever bem e, somado a isso sou principiante no uso da internet, pouco entendo de postagens de mensagens, contudo, gostei do seu site, vou continuar a visitá-lo e, se você quiser, eu continuar vivo e Deus permitir, vamos caminhar paralelamente e ver que algo foi perdido na camimhada do cristianismo “Gospel”. Deus te seja por amigo eterno.
A respeito de interpretar profecias que já foram interpretadas porquanto ocorridas, há um erro perigoso aqui: como está escrito, nenhuma profecia é de particular interpretação. A mesma profecia pode referir-se a dois eventos (um já ocorrido pela nossa cronologia, e outro em nosso futuro). O que ocorreu em Jerúsalem no ano 70 e que está profetizado pelo Senhor no capítulo 24 de Mateus é um bom exemplo disto. Ainda existem eventos que precisam ser acontecer antes da profecia estar 100% realizada, sendo o principal evento a volta com poder e grande glória do Senhor Jesus Cristo, bendito seja!
Tente endender o motivo que levou Jesus a falar o que falou em Mt.10.23 em todo o seu contexto e, faça o mesmo com Mt16:27,28.
Paulo. entre muitas e muitas outras palavras diz aos seu irmãos de coríntios o que segue:
A- 1ª Co.7:29;
B- 1ª Co. 10:11.
O que levaria esse apóstolo a afirmar para seus leitores que o tempo se abrevia e que as situações figurativas citadas no texto apresentado aos coríntios tinham por finalidade um aviso solene que já era chegados os fins dos séculos, ou os últimos tempos, ou os últimos dias, ou o final dos tempos, ou o fim do mundo, ou a consumação dos séculos, ou a plenitude dos tempos , ou…ainda, os tempos do fim. Qual foi o motivo de Paulo na sua primeira carta a Timóteo no cap 4:1-5, em seguida o apóstolo diz a Timóteo que propondo estas coisas aos irmãos, serás um bom ministro de Jesus Cristo… que coisas ese rapaz poderia propor aos seus irmãos se os últimos dias (segundo o crença atual) está a + de milênios de distância do tempo de Timóteo? O que levou o escritor de Hebreus a afirmar:
A) – Hb 1:1b a nós (nós quem!!) falou-nos (olha o tempo em que foi usado o verbo falar), nestes últimos dias, pelo Filho.
B)- Hb.8:13 – Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar.
C)- Hb. 9:26,27 – mas, agora, na consumação dos séculos….
D)- Hb. 10:24-25 -……tanto mais quanto vedes que vai se aproximando aquele Dia.(A quem foi escrito isso !! O que eles estavam vendo? Qu8e Dia estava próximo?);
E)- Hb.9:37 – Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. (Poucochinho e não tardará).
Tiago o irmão de Jesus também asseverou aos ricos de seus dias..”entesourastes para os últimos dias (Tg.5:3b) Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima (Tg.5:8). Ora, quem iria escrever isso para alguem de seu tempo se não tivesse absoluta certeza…..será que ele errou se ele errou, então vamos dar vivas às testemunhas de jeová!! Pedro o apóstolo escreveu aos estrtangeiros dispersos de seus dias, entre muitas outras asseverações em suas cartas, o seguinte: o qual, (Cristo) na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 1ªPe.120. E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração 1º Pe. 4:7. Você pode imaginar esse apóstolo enganado, e deixando aqueles cristaos em uma expectativa em vias de falhar, dizendo que o fim de todas as coisas está próximo; e que portanto eles deviam ser sóbrios e vigilantes em oração, sinceramente eu não posso pensar tal coisa!! O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para covosco, não querendoque alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2ªPe.3:4, Pedro afirma várias coisas aqui, ou seja: 1 – O Senhor não vai retardar a sua promessa.. qual promessa? 2- alguns a tinham por tardia. 3 – Na realidade não era o que pensavam, mas longanimidade para com eles.
João que era um amigão de Pedro também afirmou em sua epístola primeira: Filhinhos, é já a última hora;e, como ouviste que vem o anticristo, também agora muitosse têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora (conhecemos que é já a última hora) 1ª João 2:18. Na verdade se essa carta fosse enviada para nós hoje , João deveria escrever assim. Prezados irmãos do brasileiros vocês saberão que estarão vivendo os últimos dias quando aparecer o anticristo, porquanto um bom número deles surgirá em meio a vocês. Sairam de vocês, mas não são de vocês etc, etc, etc . É ilógico!! Finalmente, sem falar em Judas e nas demais cartas das igrejas neotestamentárias, vamos ao APOCALIPSE, que todos chamam de um livro obscuro, tadavia o próprio nome diz ..é uma revelação. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; PORQUE O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO (Ap.1:3). Como poderia mo leitor e os ouvintes a quem foi dirigida essa profecia serem bem -aventurados por guardá-la se o que ali estava sendo anunciado se daria a milênios após suas existências?
Meu querido, você e eu como 90% do restante de nós, tendemos a pensar que o que nos foi ministrado no século 20 e, agora 21, é a ortodoxia em seu melhor momento, todavia, na verdade não passa de um revisionismo ocidental moderno em seu pior momento: reinterpletando escritos antigos e perfeitos através de padrões de pensamentos contemporâneos com fulcro na visão bíblica europeia mesclada ao sonho norte-americano. Digo, com afeto em Cristo Jesus.. Não haverá nenhum “últimos Tempos”, “Grande Tribulação” e “Anticristo”, contudo teremos sim a ressureição da carne a vida eterna em Cristo e o Amém de Deus.
Me converti a 10 anos, sempre estudei o arrebatamento da igreja influencido pelo pensamento, pré-tribulacionista, mas nos ultimos meses decidi olhar mais de perto uma outra linha, a pós-tribulacionista através de dois sites interessantes. As palasvras do Senhor, “bem aventurado os que desde já dormem no Senhor” me intrigavam pois se a igreja não vai passar pela GT, então porque “”bem aventurado os que desde já dormem…Sem contar 2Ts 1-3. Não quero me delongar aqui pois ainda estou “arrumando” os pensamentos. Vou deixar aqui dois links para os irmãos. São ótimos no que diz respeito a escatologia.
http://www.apologiajudaica.blogspot.com
http://www.projetoomega.com.br
O Apostolo Pedro confirma a profecia de Joel que nos ultimos dias derramaria do seu Espirto sobre toda carne. De lá para cá isto não mudou, estamos nos últimos dias. Lebre-se um dia para o Senhor é como mial anos e mil anos com um dia. Para Deus Que é eterno dois mil anos é ficha. um dos maiores sinais que estamos no limear dos desfechos escatologicos é o renascimento da nação de Israel. Israel precisa existir como nação quando o Senhor retornar para salva-la da devastação que estará preste a sofrer.
Quem não crê em surgimento do anti-cristo, grande tribulação, arrebatamento da Igreja e tantas outras coisas, guerras, falsos cristos e profetas, pestes, etc…. Deve-se arrepender rapidamente e crer nas escrituras. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não vão passar. Bom foi o que o Mestre disse, então é bom crer. Pois ele é a verdade o caminho e a vida.
Se arrepender por não crer no anticristo! Que coisa mais estranha essa. Pensava que deveria arrepender-se por não crer em Cristo.
É por não crer nas escrituras que é divinamente inspirada. Quando não cremos no que a palavra de Deus nos revela, nos ensina, nos exorta…. cometemos pecado. E quando RECONHECEMOS que pecamos, nos arrependemos e pedimos perdão e continuamos em nossa caminhada com o Senhor Jesus.
Em consideração deve-se levar o ensino de João em sua primeira epístola Cap. 2:18, 22 – Filhinhos, é já a últma hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.
Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? È o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Cap 4: 1- 4 do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo. Pedro confirma em sua primeira carta cap. 4:17 E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Será que Pedro estava escrevendo para os estrangeiros dispersos do século 21 ?
A tradiçaõ católica e o catecismo da igreja católica também ensina que o arrebatamento será pós tribulação, como diz 2 tes 2:1-3. A igreja segue os mesmos passos de Jesus . antes de sua ressurreição no terceiro dia (terceiro milênio) Jesus teve que enfrentar a hora das trevas, e ser entregue nas mãos dos homens. Muitos passarão por isso, aqueles que vieram da grande tribulação e desprezaram sua vida até a morte pelo testemunho de Jesus. Em maior ou menor escala todos passaremos pela grande tribulação.